Javier Milei: como é o Congresso com o qual o novo presidente da Argentina terá que lidar

  • 21/11/2023
Partido do novo presidente, La Libertad Avanza, é minoria na Câmara e no Senado, com 39 dos 257 deputados, e 7 dos 72 senadores. Quem é Javier Milei: novo presidente da Argentina Os desafios do ultraliberal Javier Milei, eleito presidente da Argentina no domingo (19), são muitos após o final do pleito. Além de ter de lidar com uma crise econômica, ele terá que garantir alianças políticas no Congresso para conseguir governar. Isso porque o seu partido, o "La Libertad Avanza", é minoria tanto na Câmara, como no Senado. O grupo conta com 39 dos 257 deputados, e 7 dos 72 senadores, na nova composição do Congresso. Além disso, os ultraliberais não têm nenhum governador nas 23 províncias argentinas – atualmente, metade delas é governada por peronistas. Clique aqui para seguir o canal de Mundo do g1 no WhatsApp Milei assumirá o cargo no dia 10 de dezembro. Das 257 cadeiras da Câmara dos Deputados da Argentina: 105 são do "Unión por la Patria", coalizão peronista do candidato Sergio Massa, que foi derrotado por Milei; 92 são do "Juntos por el cambio", que apoiou Milei; 39 são do "La Libertad Avanza", partido do novo presidente e que, antes, só tinha 3 cadeiras na Câmara; 8 com a "Tercera Vía", que tem orientação política à esquerda; 5 com a "Izquierda", partido que, como o nome já diz, também tem orientação política de esquerda; 8 cadeiras estão com outros partidos. No Senado, os 72 cargos estão distribuídos da seguinte forma: 33: Unión por la Patria; 24: Juntos por el cambio; 7: La Libertad Avanza; 3: Tercera Vía; 5: outros. Alianças Segundo o jornal argentino La Nacion, uma eventual aliança de Milei com o ex-presidente argentino Mauricio Macri e Patricia Bullrich, do "Juntos por el Cambio", vai permitir ao novo líder ampliar a sua base de representação nas duas casas. Mesmo assim, seu quórum ainda será insuficiente. Na Câmara, por exemplo, ainda faltariam 39 deputados para atingir uma maioria. No Senado, o cenário é ainda mais adverso, diz o jornal. O bloco ultraliberal poderia agregar, no máximo, cinco legisladores do bloco ligado ao Macri, o Pró-bloco, número muito longe do necessário para abrir uma sessão (37 legisladores). "Também é preciso ver como fica o Juntos por el Cambio, porque depois das eleições esse partido teve uma ruptura entre os integrantes radicais e os que respondem a Mauricio Macri. Se essa ruptura se formaliza, o Juntos por el Cambio e o La Libertad Avanza também não teriam maioria", diz o sociólogo e analista político argentino Carlos de Angelis, da Universidade de Buenos Aires (UBA). . "Como [o Milei] fará para governar é uma pergunta que todos nós nos fazemos", ressalta Angelis. "Há uma série de questões. Em leis de maiorias simples, acho que Mauricio Macri terá preferência, negociando com setores do peronismo que lhe possam dar maioria às leis de Milei. Será preciso muita negociação", avalia o sociólogo. "O Milei disse, por exemplo, que vai privatizar a YPF (a 'Petrobras' argentina). Vai ser preciso negociar porque, caso contrário, o peronismo pode passar a ser oposição e vetar todas as leis", acrescenta. Diálogo O La Nacion também reforça que, para superar a falta de apoio no Congresso, Milei terá que fazer uma mudança de 180 graus em seu discurso, mostrando sinais de diálogo com as forças de centro-esquerda que ele atacou durante a campanha. Para isso, os interlocutores que ele terá no Congresso serão fundamentais. Um deles será Guillermo Francos, o escolhido para comandar o Ministério do Interior.

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2023/11/21/javier-milei-como-e-o-congresso-com-o-qual-o-novo-presidente-da-argentina-tera-que-lidar.ghtml


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